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Hepatus / Dory

Ficha Resumida

Nome Popular  Hepatus, Dory
Família Popular  Cirurgiões
Nome Científico Paracanthurus hepatus (Linnaeus, 1776)
Família Científico Acanthuridae
Origem Do leste da África até a Micronésia, Line Islands e Samoa Islands, ao norte até Kochi Prefecture, e sul até New South Wales, Australia.
Tamanho máximo  31 cm
Cuidados É um peixe considerado de fácil manutenção, mas com propensão a pegar doenças parasitárias, como íctio e amyloodinum. Idealmente, deve ser bem quarentenado antes de introduzido no aquário.
Necessita de água de excelente qualidade, do contrário evolui com doença da linha lateral com relativa frequência.
Devido ao tamanho que atingem, não devem ser mantido em aquários pequenos, sendo recomendado um volume mínimo de 400L.
Apresenta um comportamento peculiar, deitando no substrato ou no meio de rochas e corais. Aquaristas iniciantes podem pensar que o peixe se encontra morto ou preso às rochas, mas o hepatus consegue sair, da mesma forma como entrou.
Alimentação Os Paracanthurus hepatus são onívoros.
Na natureza, alimentam-se principalmente de plâncton durante a fase juvenil. Ao atingir a fase adulta, complementam a dieta com algas.
Em aquários, aceitam bem alimentos industrializados. Sua dieta deve ser a mais variada possível e incluir algas, como nori.
Reef Safe Alguns relatos de danos a corais após atingirem tamanhos maiores.
Temperamento O hepatus talvez seja o mais sociável dos peixes cirurgiões. Não costuma demonstrar agressividade com outros peixes, mas quando adulto pode atacar outros peixes da mesma espécies introduzidos. Para se manter mais de um hepatus em um aquário grande, preferencialmente deve-se introduzir todos ao mesmo tempo.
Dimorfismo sexual Sem dimorfismo sexual aparente, apesar dos machos assumirem uma cor diferente durante a corte – azul claro na porção anterior e azul escuro na posterior (J. H. Choat pers. Comm. 2010)
Compatibilidade Veja Tabela

Informações Gerais

Etimologia: Do grego para (o lado de) akantha (espinho) oura (cauda).

Outros nomes pelos quais foi anteriormente conhecido: Acanthurus theuthis (Lacepède, 1802), Paracanthurus theuthis (Lacepède, 1802), Teuthis hepatus (Linnaeus, 1766).

Comumente é conhecido como cirurgião azul do pacífico, regal tang, cirurgião hepatus, cirurgião paleta (o formato e o desenho do corpo lembram a paleta de tintas de um pintor), ou simplesmente Dory, em virtude do personagem da animação “Procurando nemo”.

Vive em águas transparentes tropicais, em zonas de corrente, adjacentes ao recife de coral, entre 2 e 40m de profundidade (usualmente entre 10 e 40m). Forma pequenos agregados, 1 a 2 metros acima do fundo (bentopelágico). Os juvenis e sub-adultos vivem em grupos junto ao coral Pocillopora eydouxi e quando necessário escondem-se, apertando-se entre os ramos do coral.

Descrição

O cirurgião hepatus possui uma forma elíptica, com pele dura, composta por pequenas escamas de cor azul “royal” no dorso, amarelas na cauda, e uma linha preta correndo em seu dorso até os olhos, e que se abre formando a imagem similar à paleta. Possui um ou mais pares de afiadas lâminas na base da barbatana caudal, que são utilizadas em situações de defesa e ataque, característica dos peixes cirurgiões.

Paracanthurus hepatus variação barriga amarela
O hepatus de barriga amarela é uma bela variação da espécie. Além das cores habituais, apresenta uma coloração amarela que ocupa boa parte da região ventral do corpo. Indivíduos jovens desta variação não apresentam a cor amarela característica, a qual aparece após a maturação.
São encontrados nos recifes do Oceano Índico e coletados em locais como Kênia e Maldivas, recebendo também a denominação de hepatus africano.


Variação com barriga amarela

Reprodução

Forma agregados para a desova ao redor dos recifes, e acredita-se que as desovas ocorram durante todo o ano nas fases de lua nova/cheia (Johannes 1981). Agregados para desova foram observados durante os meses de Janeiro, Fevereiro e Março no Escape Reef, ao norte da grande barreira de corais, e a desova ocorrendo nas horas finais da tarde (Robertson 1983).
Os machos tratam as fêmeas com agressividade durante a corte e a fecundação é rápida e externa.
Apesar de não serem reproduzidos em cativeiro, há programas para sua procriação a partir de ovas coletadas em aquários públicos e criatórios de espécies coletadas ainda em fases pós larvais ou juvenis nos oceanos (procriados no mar mas crescidos em cativeiro) – http://www.coralmagazine-us.com/cont…become-reality .

 

 

Sobre Mauricio Foz

Mauricio Foz

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Índice1 Ficha Resumida2 Informações Gerais3 Descrição4 Agressividade Ficha Resumida Nome Popular Dottyback Diadema / Diadem …

4 comments

  1. Henrique Almeida

    Essa ficha ficou excelente. Parabéns aos autores.

  2. Rodrigo Berti

    Ficou realmente TOP. Parabéns!

  3. Muito bom, melhor ficha técnica de peixe que já vi.

  4. Douglas Vilela

    Parabéns, muito bom, informativo e direto ao ponto.

    Enviado de meu ASUS_T00J usando Tapatalk

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